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Brasil conquista 14 pódios e lidera o Open das Américas de halterofilismo na Cidade do México

Mariana D’Andrea celebra a conquista da medalha de ouro no Open das Américas 2026, no México ...

A seleção brasileira de halterofilismo paralímpico consolidou seu domínio no cenário continental durante a disputa do Open das Américas, realizado na Cidade do México. Ao longo das jornadas de competição, a delegação nacional demonstrou superioridade técnica e física, alcançando a marca de 14 medalhas no total, sendo sete delas de ouro. O desempenho garantiu ao país a liderança isolada do quadro geral de medalhas e reforçou a posição do Brasil como uma das grandes potências mundiais da modalidade.

Além do impacto imediato no quadro de medalhas, o torneio possui peso estratégico crucial: a competição soma pontos fundamentais no ranking internacional gerenciado pela <i>World Para Powerlifting</i> (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Esse ranking é o principal caminho para assegurar vagas nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, programados para 2028, tornando cada quilo erguido no México um passo decisivo rumo ao próximo ciclo olímpico.

Recorde continental e hegemonia feminina nas barras

O grande destaque individual do evento foi protagonizado pela paulista Mariana D’Andrea. Atual bicampeã paralímpica na categoria até 73 kg, a atleta confirmou seu favoritismo absoluto ao superar a marca de 146 kg. O feito estabeleceu um novo recorde das Américas, superando em um quilo a marca que pertenceu a ela própria no ano anterior. O pódio da categoria ainda teve sotaque brasileiro com a mineira Caroline Fernandes, que garantiu a medalha de prata ao suportar 119 kg.

Mariana destacou a relevância de manter a constância e o foco no alto rendimento. Segundo a atleta, manter-se no topo exige disciplina rigorosa, uma vez que ser a referência da categoria transforma cada competição em um desafio dobrado. A motivação vinda das conquistas anteriores tem sido o combustível para buscar metas ainda mais ousadas e consolidar sua hegemonia internacional.

A força feminina do Brasil manifestou-se em outras dobradinhas no pódio. Na categoria até 79 kg, a amazonense Maria de Fátima Castro — medalhista de bronze em Paris 2024 na divisão até 67 kg — estreou em nova faixa de peso com vitória, suportando 135 kg. A brasiliense Gabrielle Lima ficou com a prata ao erguer 131 kg. Da mesma forma, na categoria até 61 kg, a paulista Laira Guimarães conquistou o ouro ao registrar 109 kg, enquanto a paraense Naira Cruz assegurou a prata com a marca de 106 kg, reafirmando o sucesso da transição de categoria de ambas as atletas.

Superação e novidades na chave masculina

Entre os homens, a performance brasileira manteve o mesmo nível de excelência. Na categoria até 80 kg, o paraibano Ailton de Souza conquistou a medalha de ouro de forma incontestável ao erguer 201 kg. A marca deixou para trás com folga o equatoriano Sebastian Ayala (166 kg) e o mexicano Jairo Santiago (161 kg), que completaram o pódio. A trajetória de Ailton, que superou sequelas de poliomielite decorrentes de uma falha médica no nascimento, simboliza a resiliência característica dos atletas paralímpicos do país.

O torneio na Cidade do México também marcou a renovação da equipe brasileira. O rondoniense Kauê Motta, em sua estreia em eventos internacionais após migrar do fisiculturismo para o halterofilismo paralímpico, alcançou a quarta colocação na categoria até 65 kg, ficando a apenas um quilo de subir ao pódio. A transição promissora reforça a capacidade de captação de talentos da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Físicos.

A contagem de medalhas do país foi construída desde os primeiros dias do campeonato. Atletas experientes como a potiguar Maria Rizonaide da Silva (-50 kg), o mineiro Marco Túlio Cruz (-49 kg) e a mineira Lara Lima (-45 kg) garantiram medalhas de ouro em suas respectivas categorias. O time brasileiro somou ainda a prata de João Maria França (-59 kg) e os bronzes de Brenda Pepe (-41 kg), Ana Paula Marques (-61 kg) e Cristiane Reis (-55 kg).

O longo e rigoroso caminho rumo a Los Angeles 2028

O excelente resultado obtido no México representa apenas a primeira etapa de um longo protocolo estabelecido pelo Comitê Paralímpico Internacional. Para obter a qualificação aos Jogos de Los Angeles 2028, os halterofilistas precisam cumprir critérios rígidos de assiduidade em competições oficiais ao longo de todo o ciclo de quatro anos.

No calendário programado para 2025, os atletas deverão, obrigatoriamente, marcar presença nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e no Campeonato Mundial, que retornará à Cidade do México. Já no ano olímpico de 2028, os competidores precisarão disputar ao menos duas etapas da Copa do Mundo da modalidade. Ao final do período, os oito primeiros colocados do ranking mundial em cada categoria de peso assegurarão suas vagas diretas para a Paralimpíada.

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Fonte: https://eshoje.com.br

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