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Exposição e embate: psicóloga analisa os impactos das brigas entre Luana Piovani e Pedro Scooby nos filhos

Instagram/Reprodução

A recente troca de acusações públicas entre a apresentadora Luana Piovani e o surfista Pedro Scooby voltou a colocar em evidência um debate recorrente e delicado: as consequências das brigas entre ex-casais para a saúde emocional das crianças. Após os gêmeos Bem e Liz, de 10 anos, retornarem de uma temporada de férias com o pai no Brasil, Luana utilizou suas redes sociais para criticar os cuidados prestados aos filhos, mencionando episódios como infestação de piolhos e ferimentos decorrentes de picadas de insetos. A exposição pública do desentendimento reacendeu discussões sobre a relação do ex-casal, separado desde 2019 após oito anos juntos, e levantou alertas de especialistas sobre os limites do conflito parental.

O conflito de lealdade e a sobrecarga emocional infantil

Mais do que meros espectadores das desavenças adultas, os filhos vivenciam de forma direta as tensões geradas pelos pais. Segundo a psicóloga Cláudia Melo, o ambiente de discórdia contínua pode desencadear quadros de ansiedade, insegurança, medo e até sentimentos inadequados de culpa. É comum que a criança passe a acreditar que possui algum grau de responsabilidade pela instabilidade da família, o que compromete seu desenvolvimento psíquico e bem-estar diário.

Outro fator alarmante identificado na dinâmica de pais separados é o chamado conflito de lealdade. Diante do embate, a criança se vê diante de um dilema silencioso: demonstrar afeto por um dos genitores pode parecer, em sua percepção, uma traição ao outro. Nenhuma criança deveria precisar escolher emocionalmente entre duas pessoas que ama, reforça a especialista. Ela ressalta que, para evitar essa sobrecarga, os adultos jamais devem utilizar os filhos como mensageiros, mediadores ou fontes de informação sobre a rotina da outra casa. Recorrer a frases como 'fala para o seu pai' ou 'me conta o que acontece lá' sobrecarrega a infância com responsabilidades que pertencem estritamente aos adultos.

Redes sociais e os riscos da exposição e da memória digital

O caso envolvendo figuras públicas traz um agravante representativo da era digital: a migração de conflitos familiares do âmbito privado para os perfis das redes sociais. Quando uma discussão é exposta para milhões de seguidores, ela ganha a interferência de comentários, julgamentos de terceiros e compartilhamentos em massa. Essa superexposição ultrapassa o ambiente virtual e pode afetar diretamente o convívio diário das crianças na escola, entre amigos e em outros espaços sociais.

A exposição na internet tende a gerar constrangimento e vergonha para os filhos, que se veem no centro de uma narrativa pública sobre a qual não possuem controle ou escolha. Além disso, existe a questão da memória digital: os registros, acusações e alfinetadas permanecem acessíveis ao longo dos anos. Antes de publicar críticas ao ex-parceiro nas redes, a orientação técnica é que pais e mães façam uma reflexão fundamental: perguntar-se honestamente como a criança irá se sentir ao ler aquele conteúdo, seja no presente ou no futuro.

Coparentalidade saudável: o caminho para proteger os filhos

O fim da relação conjugal não encerra a responsabilidade parental. É nesse ponto que a construção de uma coparentalidade saudável se torna indispensável. Mesmo quando não há amizade ou boa convivência entre os adultos, é preciso estabelecer um diálogo funcional focado exclusivamente nas necessidades das crianças. Isso exige maturidade emocional, limites bem definidos, comunicação objetiva e acordos claros sobre a rotina e os cuidados com os filhos.

A chave para mudar essa dinâmica é redirecionar o foco das decisões. Em vez de insistir em disputas para provar quem está certo ou errado, os pais devem se perguntar constantemente qual é a real necessidade da criança naquele momento. Ao adotar essa postura, os adultos conseguem retirar os filhos do epicentro das divergências, garantindo um ambiente seguro para o seu crescimento e preservando o direito de manter vínculos afetivos saudáveis com ambos os lados.

Compreender o impacto das relações familiares e da exposição digital na infância é essencial para promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável das futuras gerações. No portal Capital Capixaba, mantemos o compromisso de trazer análises aprofundadas, informações contextualizadas e orientações de especialistas sobre comportamento, saúde, direitos e temas relevantes para o dia a dia da sociedade. Continue acompanhando nossas reportagens para se manter sempre bem-informado.

Fonte: https://www.metropoles.com

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