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Anvisa determina apreensão e proibição total de produtos da marca United Labz

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os produtos comercializados sob a marca <b>United Labz</b> em território brasileiro. A medida sanitária, formalizada pela Resolução-RE nº 3.440, estabelece a proibição imediata e irrestrita da fabricação, comercialização, distribuição, armazenamento, importação, divulgação e uso de qualquer item vinculado à marca.

A ação do órgão regulador ocorreu após a constatação de que os itens eram fabricados por uma empresa de origem desconhecida e não possuíam qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa. Mesmo sem os avais regulatórios obrigatórios por lei, os produtos vinham sendo amplamente divulgados e vendidos por meio de plataformas digitais e redes sociais.

O avanço do mercado clandestino de canetas emagrecedoras

A determinação contra a United Labz ocorre em um momento de forte expansão na procura por tratamentos voltados ao emagrecimento e ao controle do diabetes tipo 2. Em suas plataformas de venda na internet, a marca se apresentava como uma empresa norte-americana e promovia a comercialização direta de soluções injetáveis — popularmente conhecidas como "canetas emagrecedoras".

Entre as substâncias oferecidas clandestinamente pela marca estavam a <b>Tirzepatida</b> e a <b>Retatrutida</b>. A Tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos sintéticos já aprovados em diversos países para o manejo do diabetes e da obesidade, exigindo prescrição médica estrita e acompanhamento profissional. Já a Retatrutida representa um caso ainda mais delicado: a substância ainda se encontra em fase de testes e desenvolvimento clínico global, sem aprovação ou registro em nenhuma agência sanitária do planeta.

Riscos graves à saúde do consumidor

A venda direta de substâncias terapêuticas sem controle sanitário representa um risco elevado à saúde pública. Medicamentos fabricados por empresas não identificadas não passam por auditorias de boas práticas de fabricação, o que impede a verificação da pureza dos compostos, da esterilidade dos frascos e da exatidão das dosagens descritas no rótulo.

Especialistas alertam que a administração de substâncias injetáveis sem procedência garantida pode provocar infecções graves no local da aplicação, reações alérgicas severas, intoxicação e danos a órgãos como rins e fígado. Além disso, a falta de rastreabilidade impossibilita a identificação dos responsáveis diretos em situações de emergência médica ou reações adversas graves decorrentes do uso.

Fiscalização e orientações de segurança

Com a publicação da resolução no Diário Oficial da União, as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais de todo o país, além de órgãos de segurança, têm autorização legal para realizar a apreensão imediata de lotes que estejam em circulação ou estocados em centros de distribuição.

A Anvisa reforça a recomendação para que a população não adquira medicamentos sujeitos a controle especial pela internet ou de fornecedores clandestinos. Produtos legítimos com indicação terapêutica devem ser adquiridos exclusivamente em farmácias e drogarias autorizadas, sempre com a devida apresentação de receita médica e conferência do registro do produto no portal oficial da agência reguladora.

O portal <b>Capital Capixaba</b> segue acompanhando os desdobramentos das ações de fiscalização sanitária no Brasil e reforça seu compromisso em trazer informação checada, contextualizada e de interesse público. Continue navegando em nosso site para se manter atualizado sobre saúde, economia, política e os principais acontecimentos do estado e do país.

Fonte: https://www.folhavitoria.com.br

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