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Setor de saúde amplia mercado de trabalho e diversifica oportunidades no Espírito Santo

Foto divulgação: Canva

O setor da saúde consolida-se como um dos principais motores para a geração de empregos formais no Espírito Santo. Levantamento recente do estudo Caged Saúde, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES a partir de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revela que o segmento registrou o saldo positivo de 171 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho. Com esse avanço, o estoque total de trabalhadores com vínculo formal na área alcançou a marca de 63.652 profissionais no Estado.

Ao analisar o desempenho em uma janela de 12 meses, a expansão do emprego na saúde capixaba atingiu 4,1%. O índice supera com margem considerável o crescimento acumulado pelo setor de Serviços como um todo na economia estadual, que foi de 2,3% no mesmo período. O resultado evidencia a resiliência da cadeia de saúde e demonstra como a busca contínua por assistência, modernização de estruturas e gestão especializada tem sustentado a criação de vagas mesmo diante de cenários econômicos desafiadores.

Atendimento hospitalar lidera, mas área de gestão ganha tração

A estrutura de contratações do setor mostra que o atendimento hospitalar permanece como o pilar central da absorção de mão de obra. No mês analisado, os hospitais responderam por 143 novas vagas líquidas, o que equivale a aproximadamente 84% do saldo total da saúde no período. Com essa movimentação, o segmento hospitalar atingiu o patamar de 37.901 vínculos ativos, registrando alta de 0,38% no estoque na comparação direta com o mês anterior.

Apesar do volume absoluto dos hospitais, o destaque em termos proporcionais ficou para o segmento de apoio à gestão de saúde. Essa atividade criou 80 novos postos formais em julho, o que representou uma elevação de 4,51% em seu estoque total de trabalhadores — o maior salto relativo entre todas as subdivisões analisadas pelo estudo. O saldo líquido global do setor também foi fortalecido pelos serviços móveis de urgência e remoção de pacientes (+10 postos), pelos serviços de complementação diagnóstica e terapêutica (+8) e pelas demais ocupações de saúde que excluem médicos e odontólogos (+3).

Esses números comprovam que a cadeia produtiva da saúde no Espírito Santo vai muito além do atendimento prestado à beira do leito. Atualmente, a demanda por profissionais abrange um leque diversificado de especialidades, incluindo posições administrativas, suporte técnico, informática médica, logística hospitalar e funções operacionais indispensáveis para o funcionamento contínuo das unidades.

Protagonismo feminino e inserção de jovens no mercado formal

O levantamento do Connect Fecomércio-ES também detalhou o perfil sociodemográfico das contratações na saúde capixaba, destacando a forte presença feminina e a absorção de profissionais em início de carreira. As mulheres representaram 81,5% do total de admissões efetuadas no mês de julho, garantindo um saldo líquido positivo de 153 postos de trabalho. Em contrapartida, o saldo de contratações entre os homens fixou-se em 18 vagas.

Na divisão por faixa etária, a população jovem entre 18 e 24 anos liderou a criação de vínculos, obtendo o maior saldo líquido do período, com 122 novas oportunidades preenchidas. O recorte por escolaridade indica que a maior parte das contratações concentrou-se em trabalhadores com ensino médio completo, grupo que respondeu por 70,9% das admissões no mês e saldo positivo de 202 postos de trabalho.

Para a pesquisadora e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Karina Tonini, responsável técnica pelo levantamento, a distribuição dos dados confirma a amplitude e o alcance social do setor. "Os dados de julho mostram que a geração de empregos em saúde continua acontecendo de forma consistente e alcança diferentes atividades e perfis profissionais. Além da assistência hospitalar, observamos resultados positivos em áreas como apoio à gestão, diagnóstico e serviços de urgência, o que revela a diversidade de ocupações que fazem parte do setor", pontuou a especialista.

Distribuição geográfica: Grande Vitória lidera e interior acompanha avanço

A expansão das carteiras assinadas na saúde espalhou-se por diferentes regiões do estado. No ranking municipal, o município de Serra assumiu a liderança na abertura de empregos em julho, registrando saldo de 116 novas vagas. A capital, Vitória, apareceu na sequência com 47 postos abertos, seguida por Colatina (+25), Guarapari (+20) e São Mateus (+11).

Historicamente, a Região Metropolitana da Grande Vitória concentra a maior parte da infraestrutura complexa de saúde, abrigando 64% de todos os empregos formais do setor no Espírito Santo. Essa centralização refletiu-se na absorção de 78,4% dos novos postos criados no mês. No entanto, o interior do estado também demonstrou dinamismo ao registrar saldo positivo de 37 vagas, puxado principalmente por polos regionais de atendimento como Colatina, na Região Noroeste, e São Mateus, no Norte capixaba.

Essa descentralização gradual reforça a relevância estratégica da saúde para o desenvolvimento regional, descentralizando a renda e fixando profissionais qualificados fora do eixo metropolitano. Com mais de 63,6 mil empregados diretos e uma taxa de expansão continuamente superior à média de Serviços, a saúde se firma como pilar econômico e social do Espírito Santo.

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Fonte: https://www.folhavitoria.com.br

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