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Produtores de café podem se inscrever para a 14ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro

Divulgação/Cerrado Mineiro

Estão abertas as inscrições para a 14ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro, uma das celebrações mais importantes da cafeicultura de alta qualidade no país. Os produtores interessados podem submeter suas amostras até o dia 23 de setembro por meio das cooperativas e associações filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O concurso, que se consolidou como uma vitrine de excelência para os grãos brasileiros, volta a reunir a cadeia produtiva em torno do aprimoramento sensorial, do reconhecimento do trabalho do campo e da valorização territorial.

Historicamente focado na avaliação das características sensoriais das xícaras, o prêmio expande o seu escopo para refletir as transformações exigidas pelo mercado internacional e pelos consumidores modernos. A iniciativa reforça a importância da rastreabilidade e do controle de origem em um cenário onde a produção de café exige um equilíbrio constante entre produtividade, qualidade e respeito ao meio ambiente.

Destaque para o Prêmio Futuro Regenerativo

A principal novidade desta edição é a criação do Prêmio Futuro Regenerativo. A categoria foi desenvolvida com o objetivo de reconhecer as propriedades agrícolas que se destacam na adoção de práticas focadas na recuperação ambiental, responsabilidade social, eficiência econômica e na longevidade da atividade cafeeira. A premiação faz parte do movimento institucional “Um Futuro Regenerativo para o Café”, reforçando a transição do setor para modelos agrícolas cada vez mais sustentáveis.

O processo de avaliação da categoria regenerativa ocorrerá em duas fases estruturadas. Na primeira etapa, os participantes preencherão um formulário digital detalhando o manejo e as práticas adotadas no dia a dia da fazenda, gerando um indicador específico de sustentabilidade. As cinco propriedades que alcançarem os maiores desempenhos avançarão para uma auditoria presencial, na qual técnicos especializados verificarão diretamente em campo as ações reportadas.

Os três primeiros colocados na categoria regenerativa dividirão um montante de R$ 40 mil em prêmios, sendo R$ 30 mil destinados ao campeão, R$ 7 mil ao segundo lugar e R$ 3 mil ao terceiro. De acordo com Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, essa adição ao concurso amplia o olhar sobre a atividade. Segundo o executivo, valorizar a preservação das paisagens e o bem-estar das comunidades locais é tão crucial quanto reconhecer a pontuação da bebida final.

Categorias tradicionais e protagonismo feminino

As modalidades tradicionais continuam sendo o pilar central da competição. Os cafeicultores poderão concorrer nas categorias Natural, Cereja Descascado, Fermentado e Doce Cerrado Mineiro, contemplando diferentes métodos de processamento pós-colheita que ressaltam os perfis de sabor característicos da região.

Além das categorias de processo, o concurso reafirma compromissos sociais através do reconhecimento "Elas no Cerrado", voltado a valorizar e dar visibilidade à crescente participação feminina no campo e no fortalecimento da Denominação de Origem. Amostras inscritas por mulheres nas modalidades Natural, Cereja Descascado e Fermentado participarão automaticamente desta distinção. O evento também mantém os troféus "Escola de Atitude", voltado a iniciativas educacionais com impacto comunitário, e "Atitude Sustentável", focado em boas práticas socioambientais.

Etapas de avaliação, premiação de mercado e leilão solidário

A programação do concurso se estenderá ao longo do segundo semestre. Após o encerramento do período de inscrições, o mês de setembro será dedicado à conferência documental e à validação dos cadastros. Em outubro, especialistas realizarão as análises sensoriais e o ranqueamento regional das amostras. Na categoria Doce Cerrado Mineiro, a avaliação adotará o moderno protocolo <i>Coffee Value Assessment</i>, desenvolvido pela <i>Specialty Coffee Association</i> (SCA).

Os vencedores serão anunciados em novembro e receberão incentivos comerciais atrativos. Os melhores lotes das categorias Natural, Cereja Descascado e Fermentado terão premiações calculadas com ágios sobre a cotação da Bolsa de Nova York: o primeiro lugar receberá o valor equivalente a Nova York + 300; o segundo, Nova York + 200; e o terceiro, Nova York + 120. Já na categoria Doce Cerrado Mineiro, seis cafés selecionados receberão prêmio equivalente a Nova York + 50.

A solidariedade também tem papel garantido no encerramento da disputa. Os nove melhores lotes das três principais categorias integrarão um Leilão Solidário, no qual uma saca de cada lote será disponibilizada. Do total arrecadado nessa ação, 40% serão repassados aos projetos contemplados pelo Troféu Escola de Atitude. Os demais cafés poderão ser comercializados por meio de leilão on-line e reservas destinadas ao mercado comprador nacional.

A relevância da Denominação de Origem do Cerrado Mineiro

A Região do Cerrado Mineiro carrega o marco histórico de ser a primeira área produtora de café do Brasil a obter o reconhecimento formal de Denominação de Origem (DO). Abrangendo 55 municípios mineiros, o território soma aproximadamente 250 mil hectares cultivados e reúne cerca de 4,5 mil produtores certificados. A governança local apoia-se em pilares rígidos de rastreabilidade, padrão de qualidade e sustentabilidade, servindo de referência para diversas regiões cafeeiras do país.

O acompanhamento de iniciativas desse porte reforça como o agronegócio brasileiro tem avançado na conciliação entre valorização comercial e responsabilidade socioambiental. Para continuar informado sobre os principais acontecimentos do setor produtivo, análises de mercado, inovação agrícola e cobertura completa de notícias regionais e nacionais, continue acompanhando o Capital Capixaba.

Fonte: https://www.montanhascapixabas.com.br

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