O conjunto brasileiro de ginástica rítmica voltou a fazer história no cenário internacional ao conquistar a medalha de bronze no conjunto geral do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, disputado em Frankfurt, na Alemanha. Além de subir ao pódio em uma das competições mais prestigiadas do calendário, a performance emblemática garantiu antecipadamente a vaga do país para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
A formação que representou o Brasil na Alemanha destaca-se pela diversidade de origens e pelo elevado nível técnico de suas integrantes. A equipe é composta pela capixaba Sofia Madeira, ao lado da alagoana Maria Eduarda Arakaki, da paulista Nicole Pírcio, das paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves, e da amazonense Maria Paula Caminha. A presença do talento capixaba na equipe titular reforça o protagonismo do Espírito Santo na formação de atletas de alto rendimento capazes de competir em igualdade com as maiores potências globais.
Apresentações de alto impacto e superação de potências
A disputa do conjunto geral exige extrema regularidade, somando as notas de duas rotinas distintas. Na série mista, em que as ginastas utilizam três arcos e duas maças, o Brasil apresentou uma performance marcante ao som da música <i>Abracadabra</i>, da cantora Lady Gaga. Com uma execução cravada e elementos de altíssima dificuldade, o conjunto brasileiro obteve 28,700 pontos, registrando a segunda melhor nota do dia nessa prova.
Na sequência, na apresentação com cinco bolas embalada pelo clássico <i>Feeling Good</i>, na versão de Michael Bublé, o conjunto somou 26,800 pontos, fechando a competição com o total de 55,500 pontos. O resultado permitiu ao Brasil superar equipes tradicionais da modalidade, como a China, atual campeã olímpica dos Jogos de Paris 2024, e a Bulgária, medalhista de ouro em Tóquio 2021. O título mundial ficou com a Espanha, enquanto a medalha de prata foi conquistada pelo Japão.
Bastidores e tensão até a confirmação do pódio
A conquista da vaga olímpica e do pódio exigiu frieza emocional da delegação brasileira. Integrante do segundo grupo de apresentações, o Brasil encerrou sua participação ocupando provisoriamente a segunda posição geral. A confirmação da medalha dependia das notas do terceiro e último grupo, que reunia adversários diretos e com histórico vitorioso, como Japão, Bulgária e ginastas russas.
Apenas as japonesas conseguiram ultrapassar a nota somada das brasileiras, assegurando o bronze para o país. A treinadora da seleção brasileira, Camila Ferezin, destacou a complexidade do trabalho mental exigido no torneio. "Nós simulamos várias vezes esse dia. Independentemente de como fôssemos na primeira série, teríamos que entrar na segunda e ir muito bem também. É bem tenso para as ginastas porque, no fim das contas, elas têm menos de uma hora para se apresentarem novamente. Controlar as emoções não é fácil", avaliou a técnica à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
A consolidação do Brasil na elite da ginástica rítmica
O pódio na Alemanha ratifica uma fase vitoriosa e consistente do esporte nacional. Esta é a segunda edição consecutiva do Campeonato Mundial em que o Brasil conquista medalhas no conjunto geral. No Mundial anterior, disputado no Rio de Janeiro, o mesmo grupo de atletas conquistou duas medalhas de prata — uma no conjunto geral e outra na série mista —, demonstrando que o país estabeleceu um padrão competitivo sólido.
Esse desempenho continuado reflete o aprimoramento do planejamento técnico, do suporte multidisciplinar e da gestão da ginástica no Brasil, que deixou de ser surpresa para se firmar como uma das equipes mais respeitadas do circuito internacional em termos de composição artística e execução.
Decisões por aparelhos e próximos desafios
Com a classificação para os Jogos de Los Angeles 2028 já assegurada, o conjunto brasileiro volta a competir no encerramento do Mundial para disputar as finais por aparelhos. O grupo busca novas medalhas nas provas individuais de cinco bolas e na série mista. A técnica Camila Ferezin mantém o otimismo para as apresentações finais: "Nossos conjuntos de cinco bolas e misto têm apresentações com dificuldades muito altas. Então, acredito que as meninas possam ir ainda melhor", projetou.
A trajetória da seleção brasileira e a participação de atletas capixabas em grandes conquistas internacionais mostram o vigor do esporte como elemento de transformação e inspiração. Para acompanhar a cobertura completa das principais modalidades esportivas, o desempenho dos atletas locais e os desdobramentos dos grandes eventos globais, continue conectado ao Capital Capixaba, seu portal de informação precisa, contextualizada e de credibilidade.
Fonte: https://eshoje.com.br