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Brasil se firma como 4º maior produtor mundial de rochas naturais impulsionado pela demanda externa

Oito em cada dez dólares exportados pelo setor têm origem em empresas capixabas - Foto: Reprodu...

O setor de rochas naturais do Brasil alcançou uma posição de destaque global ao se consolidar como o quarto maior produtor do mundo. A força dessa indústria reflete a imensa riqueza geológica do território nacional aliada à constante modernização das técnicas de extração e beneficiamento. Mesmo diante de oscilações econômicas globais e desafios logísticos severos, as exportações brasileiras do segmento seguem em ritmo firme de crescimento, impulsionadas sobretudo pelo forte apetite do mercado norte-americano por materiais nobres como quartzitos, granitos e mármores.

Espírito Santo no centro do protagonismo global

No cenário nacional, o estado do Espírito Santo figura como a principal engrenagem desse desempenho internacional. Responsável por mais de 80% das exportações brasileiras de rochas ornamentais, o território capixaba abriga o maior arranjo produtivo do setor no país, concentrando centros de extração de ponta, indústrias de beneficiamento com tecnologia de última geração e feiras internacionais de grande porte, como a Vitoria Stone Fair.

A diversidade geológica capixaba permite a oferta de materiais conhecidos como "exóticos" e "super exóticos", que combinam durabilidade extrema com padrões estéticos únicos. Essa exclusividade tem garantido ao produto nacional maior valor agregado nas negociações internacionais, permitindo que a cadeia produtiva mantenha faturamentos elevados mesmo em momentos de oscilação nos volumes físicos exportados.

O motor norte-americano e a busca por inovação

Os Estados Unidos permanecem isolados como o principal destino das rochas naturais brasileiras, absorvendo a maior parte das remessas de blocos e chapas processadas. O reaquecimento da construção civil e do setor de reformas de alto padrão em solo norte-americano gerou uma busca intensa por materiais de alta resistência, em especial os quartzitos, que ganharam a preferência de arquitetos e designers de interiores.

Além do mercado estadunidense, países da Europa, da Ásia e do Oriente Médio mantêm fluxos constantes de aquisição, buscando pedras brasileiras para grandes projetos corporativos e residenciais. Especialistas do setor destacam que a preferência internacional pelas rochas do país se deve não apenas à beleza estética das jazidas, mas também à capacidade industrial instalada de entregar chapas com acabamento impecável e padronização rigorosa.

Gargalos logísticos e desafios operacionais

Apesar dos números expressivos de vendas e do otimismo do setor, a indústria de rochas ornamentais enfrenta entraves operacionais que limitam seu pleno potencial de expansão. O principal gargalo reside na infraestrutura logística, caracterizada pela escassez periódica de contêineres, alta volatilidade nos preços do frete marítimo e limitações na capacidade operacional dos complexos portuários.

As dificuldades no escoamento da produção geram custos adicionais para os exportadores e exigem um esforço contínuo de gestão para evitar atrasos no cumprimento dos prazos com compradores internacionais. Representantes da indústria destacam que investimentos públicos e privados em atracação, ampliação de pátios e integração rodoforrovária são vitais para assegurar a competitividade do produto brasileiro perante concorrentes tradicionais como Índia, China e Turquia.

Sustentabilidade e perspectivas para o setor

Para manter a posição entre os líderes globais, as empresas do setor vêm intensificando investimentos em práticas sustentáveis e alinhadas aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). A reutilização de água nos processos de corte, o aproveitamento de resíduos para a fabricação de subprodutos da construção e a recuperação de áreas mineradas tornaram-se exigências essenciais do próprio mercado consumidor.

A expectativa para os próximos anos é de manutenção do crescimento sustentado, alicerçado na inovação tecnológica e no fortalecimento das relações comerciais externas. Ao consolidar sua vocação exportadora, o segmento de rochas ornamentais reforça sua relevância para a balança comercial e para o desenvolvimento regional do Brasil.

Para acompanhar os desdobramentos da economia, dos setores produtivos e dos assuntos que movimentam o Espírito Santo e o Brasil, continue acessando o Capital Capixaba. Nosso compromisso é trazer análises aprofundadas e jornalismo de qualidade todos os dias.

Fonte: https://esbrasil.com.br

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