PUBLICIDADE

Brasil conquista três ouros no Mundial Paralímpico de Judô e reafirma força internacional na Geórgia

https://facebook.com/ESHOJE

O judô paralímpico brasileiro viveu um sábado memorável em Tbilisi, capital da Geórgia. No segundo dia de disputas do Campeonato Mundial da modalidade, a delegação do Brasil deu um verdadeiro espetáculo sobre os tatames ao conquistar sete medalhas em uma única jornada, sendo três de ouro, duas de prata e duas de bronze. Com esse desempenho expressivo, o país alcançou a marca de dez pódios no torneio (três ouros, cinco pratas e dois bronzes), consolidando sua posição de protagonismo nas artes marciais adaptadas e elevando as expectativas para a fase final da competição.

O brilho dos campeões: Alana Maldonado, Arthur Silva e Brenda Freitas

O grande destaque do dia foi a paulista Alana Maldonado. Competindo na classe J2 (destinada a atletas com baixa visão) na categoria até 70 kg, a judoca sagrou-se tetracampeã mundial. A vitória veio após um confronto tenso na decisão contra a cazaque Ayala Mereke. A luta estendeu-se ao golden score — o tempo extra da modalidade —, onde Alana manteve a precisão tática até projetar a adversária e pontuar com um waza-ari. O título reforça a trajetória vitoriosa da atleta, que já possui dois ouros paralímpicos no currículo e se firma como um dos maiores nomes da história do esporte.

Na categoria até 95 kg da classe J1 (para atletas cegos totais), o potiguar Arthur Silva manteve o ritmo impressionante no circuito internacional. O judoca garantiu o bicampeonato mundial consecutivo ao derrotar o britânico Daniel Powell na grande final, também por waza-ari. Campeão nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, Arthur reafirma a excelente fase técnica e física que o coloca no topo de sua divisão no cenário mundial.

A terceira medalha dourada da jornada brasileira foi conquistada por Brenda Freitas, na classe J1 até 70 kg. Enfrentando a chinesa Wang Wenjing na decisão, a brasileira precisou de menos de um minuto para aplicar um ippon perfeito e encerrar a luta. O triunfo garantiu a manutenção do título mundial obtido na edição anterior, confirmando a consistência do trabalho da atleta frente a adversárias de alto nível técnico.

Pratas e bronzes enriquecem o desempenho da seleção

Além das vitórias que valeram o topo do pódio, a delegação brasileira demonstrou a força de seu elenco com outros quatro atletas alcançando os blocos decisivos. As medalhas de prata foram conquistadas por Milena Freitas, na categoria acima de 70 kg da classe J1, e por Marcelo Casanova, na categoria até 95 kg da classe J2. O quadro do dia completou-se com duas medalhas de bronze, garantidas por Rebeca Silva (classe J2, acima de 70 kg) e Felipe Amorim (classe J2, acima de 95 kg).

Planejamento estruturado e o início do ciclo rumo a 2028

Os resultados obtidos em Tbilisi refletem a continuidade do trabalho desenvolvido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em conjunto com as confederações nacionais. Desde a reformulação das regras de classificação funcional — que separaram atletas cegos totais (J1) daqueles com baixa visão (J2) —, o país soube adequar sua preparação técnica e física de forma eficiente. O desempenho na Geórgia sinaliza uma transição promissora para o novo ciclo olímpico, focado na preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

O Campeonato Mundial Paralímpico de Judô encerra sua programação com as disputas por equipes. O Brasil entra no tatame com status de favorito e a chance real de ampliação do quadro geral de medalhas, fechando sua participação entre as melhores seleções do planeta.

Para acompanhar a cobertura completa do esporte paralímpico, grandes eventos internacionais e as principais notícias do dia com profundidade e credibilidade, continue atento às atualizações do Capital Capixaba.

Fonte: https://eshoje.com.br

Leia mais