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Luna Hardman avança no Wahine Bodyboarding Pro e mantém viva a disputa pelo título mundial em Jacaraípe

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As ondas da Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra, tornaram-se o palco central do bodyboarding feminino internacional nesta semana. Durante o quinto dia de baterias do ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, a capixaba Luna Hardman deu um passo fundamental na busca pelo topo do ranking mundial. Ao registrar 10,40 pontos e assegurar o segundo lugar na terceira bateria do Round 4 da categoria Pro Women, a atleta garantiu vaga direta para a próxima fase da competição, evitando o desgaste da repescagem e mantendo aceso o sonho de conquistar o troféu da temporada.

O evento, que se estende até o dia 20 de setembro, representa a etapa de encerramento e a mais decisiva do circuito da International Bodyboarding Corporation (IBC). A presença de grandes nomes da modalidade no litoral do Espírito Santo transforma a região no epicentro do desporto aquático feminino, atraindo a atenção de fãs e especialistas de diversos países.

A matemática da disputa entre Luna Hardman e Namika Yamashita

A briga pelo título mundial da categoria Pro Women afunilou e agora está concentrada entre duas competidoras: a brasileira Luna Hardman e a japonesa Namika Yamashita. A rival nipônica apresentou um desempenho dominante no mesmo dia de provas, vencendo a segunda bateria do Round 4 com o somatório de 16,50 pontos — fruto de duas ondas avaliadas em 8,50 e 8,00 pelos juízes.

Com a evolução do chaveamento, cada entrada no mar passa a carregar peso decisivo. Para sagrar-se campeã mundial diante da torcida capixaba, Luna precisa obrigatoriamente alcançar a grande final do evento. Por outro lado, a equação para Namika é matematicamente mais favorável: a japonesa precisa apenas avançar até as quartas de final para selar a conquista do circuito, independentemente de seus resultados posteriores. Essa configuração abre a possibilidade real de que a campeã da temporada seja conhecida antes mesmo da última bateria do campeonato.

Apesar da pressão, Luna expressou alívio com o desempenho estratégico na água. "Estou feliz em pular o round da repescagem e avançar para a próxima fase do campeonato. Não consegui achar muitas ondas boas, mas fiz o necessário para avançar. Então agora é focar na próxima fase e ir com tudo. Esperamos boas ondas, estou bem animada!", declarou a atleta.

Histórico de nota 10 e solidez veterana nas águas de Solemar

Além das projeções de título, a competição reservou momentos marcantes para a história da modalidade. A cearense Clara Pontes viveu o ponto alto de sua trajetória profissional ao conquistar a primeira nota 10 de sua carreira. O feito inédito ocorreu na quarta bateria do Round 3, quando a atleta executou uma manobra perfeita. Com a nota máxima somada a um 5,15, Clara encerrou a bateria com 15,15 pontos e garantiu classificação com autoridade.

Emocionada com a conquista, Clara ressaltou a rede de apoio que a acompanhou no momento decisivo. "Muito obrigada por todo mundo que está assistindo, nem acredito que fiz um 10. Eu estava com as meninas na casa e a gente orou antes de eu entrar no mar e me senti tão amada por todo mundo, pela minha família, minha mãe me ligou, meu técnico mandou mensagem. Eu só tenho a agradecer. Estou muito feliz pelo primeiro 10 da minha carreira, mas o jogo continua. Vamos para a próxima!", comemorou.

A experiência também prevaleceu no mar da Serra com a atuação da multicampeã Neymara Carvalho. A veterana brasileira venceu a primeira bateria do Round 4 acumulando 15,00 pontos, garantindo passagem direta para a fase seguinte. Neymara destacou a importância de cumprir o planejamento prévio: "O objetivo foi concluído com sucesso, que era tentar fazer uma bateria boa e não ir pra repescagem. Eu fui pra repescagem nas outras etapas e nessa eu consegui pular, então já estou contente por isso. Agora é pensar em uma bateria de cada vez pra ver como vai desenrolar o restante do evento."

Estrutura inédita, representatividade e impacto para o esporte capixaba

O Wahine Bodyboarding Pro consagra-se nesta edição como um dos maiores marcos do esporte feminino internacional. O campeonato reuniu 79 atletas vindas de oito países — Brasil, Chile, Portugal, Argentina, Costa Rica, França, Peru e Japão —, evidenciando a relevância das ondas capixabas no cenário global. Outro grande atrativo da etapa é a premiação histórica de US$ 45 mil, o maior montante já distribuído em um evento exclusivo para mulheres no circuito mundial.

Para além do alto rendimento, o evento destaca-se por sua proposta inclusiva e diversificada. A programação contempla não apenas a elite profissional (Pro Women) e as categorias de base e máster (Junior Women e Master Women), mas também abre espaço para modalidades adaptadas, como a categoria PCD — destinada a atletas amputadas, deficientes visuais e mastectomizadas — e a tradicional disputa Mães & Filhas, promovendo a integração entre diferentes gerações.

Acompanhe o desfecho decisivo do Wahine Bodyboarding Pro e os principais destaques do esporte regional no Capital Capixaba. Nosso portal segue empenhado em trazer jornalismo de qualidade, apuração rigorosa e cobertura completa dos acontecimentos que movimentam o Espírito Santo.

Fonte: https://eshoje.com.br

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