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Setor de saúde no ES cresce e qualidade entra no centro do debate empresarial

Aline Gomes

O mercado de saúde no Espírito Santo vive um momento de forte expansão, consolidando-se como um dos motores da economia e da geração de empregos no estado. Dados do Observatório Connect Fecomércio indicam que o território capixaba já reúne mais de 15 mil CNPJs ativos no segmento, empregando formalmente 63.474 trabalhadores — um avanço de 4,6% em relação aos registros anteriores. No entanto, o aumento numérico traz consigo desafios estruturais complexos. Diante desse cenário de crescimento acelerado, lideranças empresariais e especialistas reuniram-se no Colegiado Rede Saúde, em Vila Velha, para discutir como transformar a busca por qualidade em um pilar estratégico sustentável.

O encontro, que serve como preparação para o Rede Saúde Summit — principal evento de inovação e negócios do setor promovido pela Rede Vitória —, reuniu nomes de peso da saúde privada capixaba. Sob a mediação da médica e head de Saúde do veículo, Alice Sarcinelli, o painel central contou com as contribuições de Bruno Tommasi, CEO do Grupo Tommasi, e Diego Viana, diretor regional da Athena Saúde no Espírito Santo. O objetivo principal do debate foi ir além das velhas fórmulas de gestão, propondo caminhos para integrar eficiência operacional, viabilidade financeira e excelência na ponta do atendimento.

A expansão do setor e o imperativo da eficiência

O crescimento sustentado da cadeia produtiva da saúde reflete não apenas o envelhecimento da população e a maior busca por cuidados preventivos, mas também a consolidação do Espírito Santo como um polo regional de serviços médicos de alta complexidade. Com dezenas de milhares de carteiras assinadas, o setor passa a ter papel crucial no desenvolvimento socioeconômico local. Para Alice Sarcinelli, o peso econômico da área exige que as empresas atuem de forma conectada e proativa. Ela destaca que espaços permanentes de diálogo são vitais para gerar transformações reais na cadeia de suprimentos e prestação de serviços.

As três dimensões estratégicas da qualidade

Uma das premissas consolidadas durante o debate é que a palavra "qualidade" não pode ser encarada apenas como um rótulo publicitário ou um diferencial competitivo opcional. Conforme destacou Diego Viana, a busca pela excelência na saúde é um dever básico e desdobra-se em três pilares fundamentais: a resolutividade clínica, a jornada do paciente e a saúde financeira das instituições.

A primeira dimensão foca na eficácia dos tratamentos e na capacidade da rede em resolver com precisão o problema do cidadão, fazendo uso racional de novas tecnologias e medicamentos. A segunda abrange a experiência do usuário desde o primeiro contato na recepção até o desfecho da consulta ou internação. Por fim, a sustentabilidade financeira surge como o desafio mais urgente. Em um ambiente pressionado pela inflação médica e pelo aumento contínuo dos custos operacionais, equilibrar orçamentos sem comprometer a segurança assistencial tornou-se a chave para a sobrevivência das operadoras e hospitais.

Parcerias de cadeia produtiva e cultura de colaboração

Para acompanhar esse ritmo de mudança, o setor de saúde vem abandonando a antiga visão estritamente comercial entre contratantes e fornecedores. Na visão de Bruno Tommasi, a relação entre laboratórios, centros diagnósticos e estabelecimentos hospitalares precisa ser pautada pelo alinhamento técnico e pelo companheirismo diário. Ele ressalta que atuar na linha de frente do atendimento exige que todos os elos trabalhem integrados, reduzindo refações, otimizando prazos de entrega e garantindo diagnósticos mais ágeis.

A implementação de indicadores claros de tempo e desempenho surge como ferramenta indispensável para selecionar parceiros alinhados a essa cultura de eficiência. Quando um laboratório aprimora seus fluxos internos ou quando um hospital reduz o tempo de espera na emergência, o ganho estende-se a todo o ecossistema e recai diretamente sobre o bem-estar do cliente final.

Combate ao desperdício e o futuro da gestão em saúde

O avanço da medicina baseada em valor impõe às empresas capixabas a necessidade de tomar decisões cada vez mais criteriosas. A eliminação de desperdícios — como a duplicidade de exames e procedimentos desnecessários — é apontada pelos especialistas como o caminho mais inteligente para direcionar recursos onde eles são efetivamente necessários. Quanto mais integrados e resolutivos forem os prestadores de serviço, maior será a sua capacidade de absorver as demandas do mercado nos próximos anos.

O debate promovido no Espírito Santo antecipa transformações profundas que devem moldar o mercado de saúde em todo o país. Acompanhar a evolução das políticas públicas, dos negócios regionais e das inovações que impactam a vida do capixaba é fundamental para entender o futuro do estado. Para ficar por dentro destas e de outras análises aprofundadas sobre economia, saúde e desenvolvimento regional, continue acompanhando a cobertura completa do <b>Capital Capixaba</b>, o seu portal de notícias com informação precisa, relevante e em tempo real.

Fonte: https://www.folhavitoria.com.br

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