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Como inteligência artificial, robótica e alta precisão transformam a medicina no Espírito Santo

Divulgação

A medicina capixaba vive um momento de consolidação impulsionado pela convergência entre inteligência artificial, robótica de precisão e atendimento humanizado. Em um cenário no qual prevenção, agilidade diagnóstica e bem-estar ganharam centralidade na vida da população, ter acesso a recursos hospitalares capazes de oferecer tratamentos mais seguros e eficientes deixou de ser um diferencial distante para se tornar a expectativa padrão no ecossistema de saúde do Espírito Santo.

Com investimentos contínuos na modernização de parque tecnológico, instituições de referência no Estado, a exemplo do Hospital Santa Rita, em Vitória, têm incorporado equipamentos de última geração em especialidades estratégicas, como oncologia, neurologia, cardiologia e diagnóstico por imagem. Essa infraestrutura de ponta, disponível para pacientes particulares e de convênios médicos, coloca o Espírito Santo no mapa das regiões que praticam a chamada medicina de precisão, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para grandes centros do país.

Precisão submilimétrica no tratamento do câncer

Uma das maiores evoluções na área de oncologia está no setor de radioterapia, onde a tecnologia passou a permitir intervenções cada vez mais focadas e menos invasivas. A chegada do acelerador linear Versa Full HD exemplifica esse avanço. O equipamento funciona integrado à mesa robótica HexaPOD e ao sistema de monitoramento ExacTrac Dynamic Surface.

Antes de dar início à aplicação da radiação, a mesa robótica realiza o alinhamento do paciente ajustando a posição em seis direções distintas. Durante a sessão, câmeras térmicas e sensores acompanham a superfície corporal em tempo real, registrando até mesmo as pequenas variações causadas pelo movimento respiratório. Se ocorrer qualquer alteração involuntária do posicionamento, o sistema reajusta a aplicação ou interrompe a radiação de forma automática.

Conforme explica o médico rádio-oncologista Carlos de Freitas Rebello, esse nível de precisão submilimétrica garante que a dose de radiação seja direcionada com exatidão ao volume tumoral. Com isso, poupam-se os tecidos e órgãos saudáveis adjacentes, reduzindo significativamente efeitos colaterais tradicionais como fadiga, irritações cutâneas e náuseas, além de diminuir o risco de complicações a longo prazo.

Inteligência artificial e rapidez decisiva no AVC

Em emergências neurológicas, a velocidade na definição da conduta clínica é fator determinante entre a recuperação total e o surgimento de sequelas permanentes. No atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), o Hospital Santa Rita passou a utilizar a plataforma de inteligência artificial RapidAI, que processa e analisa exames de imagem em poucos minutos.

A ferramenta identifica automaticamente áreas de isquemia ou obstrução vascular e fornece dados consolidados à equipe médica de plantão. Para o cirurgião oncológico e diretor clínico da instituição, Luiz Augusto Fagundes Filho, a otimização desse intervalo de tempo é crucial para apoiar a decisão médica no momento correto, ampliando as janelas terapêuticas e a eficiência do tratamento.

Diagnóstico precoce na saúde feminina e medicina nuclear

O avanço tecnológico também redefiniu o rastreamento e o diagnóstico do câncer de mama. Aparelhos como o Senographe Pristina e o Fuji Amulet Innovality trouxeram novos recursos de tomossíntese e mamografia digital de alta definição para o Estado. O sistema Pristina, por exemplo, permite realizar o exame de imagem e o procedimento de biópsia no mesmo ambiente, garantindo um processo mais dinâmico e menos desgastante para a paciente. Já o Innovality entrega alto contraste na avaliação de mamas densas, facilitando a identificação de lesões em estágios iniciais.

Na área de Medicina Nuclear e Imagem Molecular, o destaque fica por conta da ampliação dos exames com o PET-CT Biograph Horizon Flow. Dotado de tecnologia digital e softwares de inteligência artificial para reconstrução de imagens, o equipamento eleva a sensibilidade diagnóstica ao detectar alterações celulares extremamente pequenas.

Embora tenha papel consolidado na oncologia, o médico nuclear Daniel Bortot ressalta que o recurso estende sua utilidade a outras áreas. Na cardiologia, o exame auxilia na avaliação da viabilidade miocárdica de pacientes com doença arterial coronariana, ajudando a definir se o músculo cardíaco ainda pode recuperar sua função após procedimentos como a revascularização. Na neurologia, a tecnologia apoia a investigação de síndromes demenciais e o mapeamento de focos epiléticos.

Robótica cirúrgica e automação logística

A transformação tecnológica abrange ainda o ambiente do centro cirúrgico com a utilização do robô Da Vinci, aplicado em intervenções urológicas, ginecológicas e de cirurgia geral. O sistema proporciona ao cirurgião uma visão tridimensional ampliada e movimentos articulados de maior alcance do que a mão humana, resultando em menor sangramento e recuperação pós-operatória mais rápida.

A automação também passou a integrar a rotina de apoio hospitalar por meio de robôs transportadores encarregados de levar medicamentos e materiais da farmácia central diretamente às enfermarias, liberando as equipes de enfermagem para o foco exclusivo na assistência direta ao paciente.

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Fonte: https://www.folhavitoria.com.br

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