PUBLICIDADE

Imóveis antigos ganham espaço entre compradores no Espírito Santo

ES Brasil

No mercado imobiliário do Espírito Santo, uma mudança silenciosa, porém consistente, vem chamando a atenção de corretores e especialistas do setor. A busca por imóveis antigos — construções das décadas de 1970, 1980 e 1990 — cresceu de forma significativa nos últimos anos, impulsionada pelo desejo dos compradores de obter metragens mais generosas e a liberdade de personalizar cada ambiente por meio de reformas integrais.

A tendência reflete uma transformação clara no comportamento das famílias capixabas, especialmente na Grande Vitória. Em bairros tradicionais da capital e de Vila Velha, onde os lançamentos recentes priorizam plantas compactas e extensas áreas de lazer, as unidades veteranas surgem como uma alternativa altamente viável e atraente para quem coloca a metragem útil e o conforto interno como prioridade máxima na hora de fechar negócio.

A busca por espaço e a evolução do perfil imobiliário capixaba

O avanço dos empreendimentos imobiliários modernos trouxe consigo uma redução progressiva da área privativa dos apartamentos. Enquanto os lançamentos contemporâneos frequentemente oferecem plantas de dois ou três quartos distribuídas em metragens reduzidas, os prédios antigos da região metropolitana do Espírito Santo exibem unidades com metragens substancialmente maiores para a mesma quantidade de cômodos, oferecendo salas amplas, pé-direito elevado e ventilação natural privilegiada.

A consolidação das modalidades flexíveis de trabalho nos últimos anos intensificou essa demanda. Profissionais que passam mais tempo no ambiente doméstico viram surgir a necessidade de espaços adequados para o trabalho remoto, além de áreas de convivência mais confortáveis para a família. Nesse cenário, o apartamento antigo deixou de ser visto como ultrapassado e passou a ser encarado como uma estrutura sólida pronta para abrigar um projeto de vida contemporâneo.

Custo-benefício e o potencial da personalização por reformas

Sob a ótica financeira, a relação do preço por metro quadrado em edifícios de maior idade construtiva costuma ser mais competitiva em comparação aos imóveis na planta ou recém-entregues. Essa diferença de valor cria uma margem orçamentária relevante, permitindo que parte do investimento economizado na compra seja direcionada para um projeto de arquitetura e engenharia totalmente sob medida.

A possibilidade de reconfigurar a planta — eliminando divisórias para integrar a cozinha à sala, criando suítes ou modernizando acabamentos — atrai compradores que preferem investir na personalização do espaço privativo em vez de pagar por amplas áreas comuns compartilhadas. Além disso, após uma reforma bem-planejada, o imóvel passa por uma valorização expressiva, tornando-se um ativo patrimonial de grande liquidez no mercado capixaba.

Desafios técnicos e cuidados indispensáveis na negociação

Apesar dos atrativos, especialistas ressaltam que a aquisição de unidades antigas exige uma análise criteriosa antes da assinatura do contrato. As redes elétricas e hidráulicas de edifícios construídos há mais de trinta anos raramente foram projetadas para suportar a quantidade atual de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos de alta potência, tornando a atualização total dessas infraestruturas um item quase obrigatório no planejamento da obra.

Outro aspecto essencial envolve a avaliação da gestão condominial e da saúde estrutural do edifício. Verificar o histórico de manutenção da fachada, a conservação das áreas comuns e a situação do fundo de reserva da edificação evita surpresas com taxas extras expressivas no futuro, garantindo que o investimento traga tranquilidade ao novo proprietário.

Impacto na economia local e no setor da construção civil

A movimentação em torno dos imóveis antigos movimenta também uma extensa cadeia econômica no Espírito Santo. Escritórios de arquitetura, lojas de materiais de construção, fornecedores de acabamentos e profissionais autônomos da construção civil registram alta na demanda por serviços voltados à readequação residencial, conhecida no setor como retrofit interno.

O interesse renovado por imóveis espaçosos demonstra que o mercado habitação capixaba encontra-se em um momento de diversificação, no qual a busca pelo lar ideal combina localização estratégica, amplitude e inteligência financeira. Para acompanhar mais análises de mercado, novidades sobre economia e as principais transformações do nosso Estado, continue acompanhando a cobertura jornalística completa do Capital Capixaba.

Fonte: https://esbrasil.com.br

Leia mais