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Homem é preso em flagrante após provocar incêndio às margens da rodovia MT-251 em Cuiabá

G1

Uma ação rápida da Polícia Civil de Mato Grosso culminou na prisão em flagrante de um homem de 36 anos, acusado de atear fogo intencionalmente à vegetação às margens da rodovia MT-251, importante via que conecta a capital Cuiabá ao município de Chapada dos Guimarães. O crime ambiental, registrado nas proximidades do bairro Jardim Vitória nesta terça-feira, mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e ganhou forte repercussão após imagens de câmeras de vigilância e registros de motoristas passarem a circular em redes sociais.

Monitoramento e investigação ágil

As apurações policiais tiveram início logo após relatos de condutores sobre uma densa coluna de fumaça que começava a comprometer a visibilidade de quem trafegava pela MT-251. Quase simultaneamente, uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, em voo de monitoramento de rotina pela região metropolitana, identificou focos de incêndio com chamas altas e expansão acelerada na área atingida.

Diante do alerta de emergência, investigadores da Dema iniciaram a coleta de informações e passaram a analisar vídeos encaminhados por cidadãos e registrados por circuitos de segurança da região. As gravações revelaram com clareza a dinâmica do ato criminoso: o suspeito chegou ao local a bordo de um carro de passeio, estacionou no acostamento, desembarcou e se aproximou da vegetação seca. Segundos depois, ele retornou ao veículo e acelerou, deixando o local enquanto o fogo se alastrava rapidamente pelo matagal.

Com o auxílio dos sistemas digitais de checagem veicular da segurança pública, a polícia identificou a placa do automóvel e localizou o endereço cadastrado do proprietário, situado no próprio bairro Jardim Vitória. Uma equipe policial foi deslocada até o ponto e fez a abordagem no exato momento em que o veículo chegava à residência.

Durante a inspeção no interior do automóvel, os agentes encontraram um isqueiro vermelho sobre o console, ao lado da alavanca de câmbio, o qual foi apreendido como prova material. Questionado pelos policiais sobre o artefato e sobre sua presença no trecho do incêndio, o homem alegou que possui uma chácara na zona rural e que utilizaria o objeto em sua propriedade, explicação que não sustentou a ausência de justificativa para a parada no acostamento e a queima imediata da vegetação.

Riscos ambientais e severidade da legislação

O trecho atingido pelas chamas possui relevância ecológica e turística significativa. A rodovia MT-251 serve como principal acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e corta trechos de Cerrado, bioma sensível que sofre gravemente com os efeitos da queimada irregular, especialmente nos períodos de estiagem prolongada. Além de degradar a flora nativa e ameaçar espécies da fauna local, queimadas às margens de rodovias aumentam vertiginosamente o risco de acidentes graves por causa do bloqueio de visão causado pela fumaça densa.

Após a abordagem, o suspeito foi conduzido à sede da Dema, onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante pelo crime ambiental de provocar incêndio em mata ou floresta, previsto no artigo 41 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A legislação estabelece pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para esse tipo de infração. O investigado permaneceu custodiado e à disposição do Poder Judiciário, que analisará o caso em audiência de custódia.

O papel da vigilância comunitária e da tecnologia

O episódio evidencia como a integração entre a fiscalização ambiental, a tecnologia de monitoramento urbano e a colaboração da população pode atuar diretamente na solução rápida de infrações contra a natureza. Em cenários de risco de incêndio florestal, a prontidão na apuração e na identificação de infratores é vista pelas autoridades como elemento crucial para desestimular práticas danosas ao meio ambiente.

Órgãos de proteção ambiental reforçam a orientação de que atear fogo em áreas de vegetação urbana ou rural sem autorização expressa é conduta ilegal e pode acarretar sérias punições administrativas e penais. Imagens e denúncias de atitudes suspeitas podem ser encaminhadas diretamente aos canais oficiais das forças de segurança.

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Fonte: https://g1.globo.com

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