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Haddad questiona resultado do Datafolha em SP e critica amostragem com candidatos desconhecidos

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, participa de sabatina realizada pelos j...

O cenário político na disputa pelo governo do Estado de São Paulo ganhou contornos de forte debate metodológico e político após o candidato do PT, Fernando Haddad, contestar publicamente os números divulgados pela mais recente pesquisa do instituto Datafolha. Durante agenda de campanha realizada na Zona Oeste da capital paulista, o ex-prefeito e ex-ministro classificou o levantamento como "meio esquisito" ao apontar a presença de postulantes ao cargo que, segundo ele, não possuem inserção pública ou conhecimento expressivo perante o eleitorado.

A declaração ocorreu em um momento estratégico da corrida eleitoral, quando as pesquisas de intenção de voto passam a exercer papel central na definição de estratégias de comunicação, atração de apoios e direcionamento do voto útil dos eleitores paulistas.

A controvérsia sobre os números e as pesquisas internas

O levantamento do Datafolha mostrou o candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança da disputa estadual com 45% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad apareceu na segunda colocação, registrando 27%. A pulverização do restante dos votos entre candidaturas menores — como Vera Lúcia (PSTU) com 4%, Carlos Machado (PCB) e Policial Edjane (Agira) com 3% cada, Vivian Mendes (UP) com 2% e Isadora Dias (PCO) com 1% — foi o principal ponto de questionamento do petista.

Ao analisar a pontuação somada desses nomes, Haddad ressaltou desconhecer quatro dos candidatos citados, argumentando que a soma de 9% atribuída a esse grupo destoa do cenário real percebido por sua equipe. O candidato afirmou ter em mãos duas pesquisas internas cujos dados apresentam variações significativas em relação aos números do Datafolha, ultrapassando a margem de erro tradicional dos institutos.

O questionamento de pesquisas por parte de candidaturas é uma prática recorrente em reta final de pleitos, utilizada frequentemente para manter a militância engajada e evitar a consolidação de uma narrativa de derrota antecipada ou de estagnação nas urnas.

Frente ampla e palanque de peso na capital

A manifestação sobre o levantamento ocorreu durante o ato de lançamento do programa focado na área da Educação, sediado no bairro da Barra Funda. O evento serviu como demonstração de força política e de unidade da coligação, reunindo lideranças de diferentes espectros políticos que compõem a aliança estadual e nacional.

Estiveram presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), além das candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). A presença dessas figuras reforça a aposta da campanha petista em construir uma imagem de governabilidade e frente ampla, apelando a um eleitorado moderado que historicamente resiste à sigla no estado de São Paulo.

As diretrizes e propostas para a educação paulista

Para além das críticas aos dados eleitorais, o evento de campanha serviu para detalhar as diretrizes do plano de governo focado no sistema de ensino estadual, considerado uma das áreas de maior peso orçamentário e social em São Paulo. Haddad assumiu o compromisso de realizar novos concursos públicos para a contratação de professores, visando reestruturar as carreiras do magistério e oferecer uma perspectiva de longo prazo para os profissionais da rede pública.

Outro ponto central apresentado foi a revisão do modelo de uso das plataformas digitais nas escolas estaduais, tema que tem gerado intensos debates entre educadores e gestores públicos sobre os limites da tecnologia na alfabetização e no aprendizado pedagógico.

Em relação ao modelo de escolas cívico-militares, diretriz impulsionada por adversários políticos, o candidato garantiu que não haverá expansão do programa em sua gestão. Contudo, destacou que as unidades escolares que já optaram por essa estrutura e desejarem mantê-la terão a decisão da comunidade respeitada. O plano prevê ainda a expansão do ensino em tempo integral, o fortalecimento das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs), a interiorização de equipamentos inspirados nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e a implementação regionalizada de programas de permanência estudantil, como o Pé de Meia.

Os impactos na dinâmica do eleitorado e os próximos passos

A disputa pelo Palácio dos Bandeirantes reflete a polarização nacional aplicada ao maior colégio eleitoral do país. O embate sobre a precisão das pesquisas e a apresentação de propostas estruturais para serviços básicos, como a educação, tendem a intensificar o tom das campanhas nos meios de comunicação e nos debates televisivos.

Acompanhe a cobertura completa das eleições, os desdobramentos das pesquisas eleitorais e as análises das principais propostas dos candidatos no Capital Capixaba. Nosso compromisso é entregar informação ágil, isenta e contextualizada sobre os temas mais relevantes do cenário político regional e nacional.

Fonte: https://oglobo.globo.com

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